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Correio da Manhã

Opinião
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João Vaz

Bravos à liberdade

Estava no Coliseu a 6 de Junho de 68 e aplaudia a prestação artística quando Béjart, à frente dos bailarinos, pediu para o ouvirem.

João Vaz 23 de Novembro de 2007 às 00:00
Evocou o assassínio de Robert Kennedy, na madrugada anterior em LA, condenou o fascismo, exortou à liberdade e pediu um minuto de silêncio. Foi respeitado ao ponto de se ouvirem as moscas. O que se seguiu foi puro delírio. A sala cheia até à geral rompeu em aplausos, com ‘bravos’ e vivas à liberdade. De repente, os três mil espectadores sentiram-se numa espontânea celebração da liberdade. Inimaginável a dois meses de Salazar cair da cadeira. Um prodígio de Béjart.
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