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Correio da Manhã

Opinião
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Leonardo Ralha

Caça à bruxa Thatcher

A morte de uma mulher que abandonou o poder há 22 anos, sofrendo uma atroz degradação das faculdades mentais no fim da vida, provocou comportamentos extremados em alguns compatriotas.

Leonardo Ralha 12 de Abril de 2013 às 01:00

Não há escassez de britânicos prontos a sabotar o funeral da antiga primeira-ministra Margaret Thatcher, marcado para quarta-feira, numa derradeira demonstração de ódio por uma mulher que preferia derrubar barreiras a ser popular. Entre a massa de anarquistas, ressentidos e radicais avulsos, todos encontram motivo válido para desrespeitar um dos vértices (com os previamente falecidos João Paulo II e Ronald Reagan) do triângulo que liderou o triunfo da democracia ocidental sobre a tirania comunista nos anos 80. Não tendo sido Thatcher isenta de erros – a incapacidade de vislumbrar o papel de Mandela no futuro da África do Sul foi um deles –, a liberdade que nos legou é tão forte que garante aos vencidos do século XX (e sua prole) expelirem fel. Desde que a notícia da sua morte foi conhecida, ‘Ding, Dong! The Witch is Dead’, que Judy Garland cantava em ‘O Feiticeiro de Oz’, disparou entre os discos mais vendidos. Mas para estes caçadores da ‘bruxa’ Margaret nada estará à espera no final do arco-íris.

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