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Carlos Anjos

Caiu o mito

Manuel Ramalho da Cunha vai ficar na história por ter sido a primeira pessoa a ser julgada num processo sumário por um crime de homicídio.

Carlos Anjos 19 de Julho de 2013 às 01:00

Há pouco mais de 15 dias, este homem matou a esposa à paulada. Detido em flagrante delito, o seu caso foi enviado para julgamento sumário. O Tribunal condenou-o pela prática de um crime de homicídio qualificado à pena de 20 anos de prisão.

O acórdão encontra-se bem fundamentado, a prova é sólida e está bem fundamentada, a condenação é normal dentro dos parâmetros deste tipo de casos, sendo que o único fator que torna este caso merecedor de referência é o facto de o julgamento ter sido efetuado pouco mais de 15 depois de o crime ter ocorrido. Para as gentes da localidade onde os factos ocorreram, foi bem recebida a rapidez da justiça, mas, como também é normal, entendem que a pena é pequena para tão bárbaro crime.

Nem o facto de o criminoso ter 76 anos os leva a admitir que 20 anos nesta fase é uma autêntica sentença de morte. Mas caiu um mito. Desde que a prova esteja consolidada, é possível julgar os casos rapidamente. Quando não estiver, segue para processo comum. O mito caiu.

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