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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Calamidade social

Na Alemanha, a maior economia da Europa, começam a surgir sinais animadores para a economia. Ainda é cedo para decretar o fim da crise, até porque os indícios são ainda frágeis e a tempestade foi severa. Mas como a Alemanha é a principal locomotiva europeia e também um dos mercados mais importantes para as exportações nacionais, há motivos para alguma expectativa positiva. Porém, estes sinais ténues não chegam para dar esperança a um número crescente de portugueses sem emprego. Os responsáveis da Caritas já alertaram para a calamidade que significa haver muitas pessoas sem trabalho e sem apoio social.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 27 de Agosto de 2009 às 00:30

O subsídio está a esgotar--se para milhares de pessoas que perderam o emprego no auge da crise e estas pessoas não têm previsão de encontrar um posto de trabalho rapidamente.

A crise pode ter batido no fundo, mas haverá muitas empresas que não vão abrir as portas depois das férias e há ainda um elevado número de trabalhadores sazonais que perderão emprego com o fim da época alta do turismo. O exército de desempregados baterá este ano um recorde histórico e só diminuirá com uma retoma robusta, coisa que não está prevista nem no próximo ano. Ao Estado exige-se que esteja atento com apoio social e uma aposta forte na formação profissional.

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