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Correio da Manhã

Opinião
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29 de Abril de 2006 às 00:00
O Sporting não foi o primeiro a dar conta disso. Salvo melhor opinião, foi o Boavista que teve de fazer um duríssimo ‘downsizing’ que tem sido, apesar de tudo, disfarçado pela capacidade, financeira e de relações públicas, dos seus dirigentes.
Neste momento o Estado não está em condições de ajudar os clubes. Porque não tem dinheiro e porque o clima político não é favorável. E no entanto, nada seria mais justo, visto que o País deve esse histórico 2004 ao esforço desses clubes (e câmaras municipais, noutros casos, mas aí já o dinheiro é público). E um dia terá de o reconhecer.
O Sporting enfrenta, também por tudo isto, tempos de dificuldades que levaram a eleições. Que não mudaram grande coisa, porque hoje, quando se trata de garantias reais, não há hipóteses de grande recuo. A tradição dos clubes não é de serem escolas de gestão, até porque ninguém vem para a rua festejar o campeonato do EBITDA ou do relatório e contas. Mas o mundo vai evoluindo e há cada vez mais normas a que é preciso obedecer, à escala nacional ou europeia. O Sporting tem, neste cenário difícil, uma grande vantagem sobre os seus grandes rivais: uma formação, no futebol, que está seguramente entre as melhores da Europa, algo de que Benfica e FC Porto estão bem longe. É essa a grande vantagem comparativa que o clube precisa de potenciar. Mas só o pode fazer com as contas ajustadas, ou 6 então não é possível resistir a 15 milhões por Cristiano Ronaldo aos 18 anos. É essa a primeira ambição dos dirigentes. Esse deve ser o seu primeiro mandato saído das eleições de ontem.
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