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Correio da Manhã

Opinião
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21 de Julho de 2004 às 00:00
Já se sabe que a Capital Europeia da Cultura 2001 foi cara, nada transparente mesmo em concursos estratégicos – como o do projecto da Casa da Música – e mal planeados. Gastou-se mais do que se previa e arrecadaram-se menos receitas do que o estimado. E quando gente da craveira de Artur Santos Silva e Teresa Lago aparece associada a estas coisas é porque algo anda mal neste país.
O descontrolo da Porto 2001 foi resultado de várias coisas e sobretudo das divergências internas entre os dois accionistas – a Câmara e o Ministério da Cultura – o que deu origem a várias peixeiradas pouco dignificantes. Fica também claro que o ministro da altura, Manuel Maria Carrilho, tinha razão num ponto: que a Porto 2001 se devia limitar à Cultura e não alargar-se a obras em ruas e praças, como quis Santos Silva.
Mas é justo também dizer que a Porto 2001 foi a oportunidade para criar ou recuperar equipamentos de grande valor – a Cadeia da Relação, a Biblioteca Almeida Garrett, o Auditório Carlos Alberto. Pelo menos ficou isso, apesar de tudo.
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