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Correio da Manhã

Opinião
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5 de Julho de 2011 às 00:30

O Governo assumiu que, nas privatizações, pretende atrair investimento directo estrangeiro. Não é fácil, uma vez que Portugal é hoje um destino com um mau rótulo internacional. É por isso mesmo que as empresas que estão mais expostas aos mercados estrangeiros são as que reúnem mais interesse. São as mais fáceis de vender.

A primeira empresa que já está na vitrina para venda é a EDP. A posição que o Estado tem, entre de 21 e 25% (há uma parte que está "penhorada" em troca de dívidas), é o suficiente para dar o controlo a uma empresa espanhola, alemã, francesa, angolana ou brasileira que a compre, se for vendida de uma assentada e num único bloco.

A questão dos Centros de Decisão em Portugal mudou assim de centro gravitacional. A pergunta já não é se vendemos, mas a quem vendemos e em que condições. Essa pergunta só pode ser respondida por um lado, o Governo. E faltará pouco tempo para sabermos como vai o Governo preservar o interesse nacional nas grandes empresas em que ainda tem capital.

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