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Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Capitalismo de Estado

A crise financeira ainda não acabou, nem se sabe quando a tempestade passará. Mas antes da intervenção concertada dos governos europeus e de o governo português ter criado a linha de 20 mil milhões de garantias, os bancos portuguesas viveram dias infernais.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 9 de Novembro de 2008 às 00:30

A Banca nacional estava pouco exposta aos produtos tóxicos ‘made in’ América, mas a histeria e a desconfiança que se instalou nos mercados internacionais cortaram abruptamente a torneira do financiamento. Com pouca poupança interna, os bancos dependem do dinheiro que vão buscar aos mercados externos para suportar os créditos que concedem às famílias, empresas e Estado. O caso de polícia do BPN parece um fait-divers comparado com o susto que apanharam grandes bancos. A mão visível do Governo de Sócrates pode ter evitado uma tragédia.

- Além dos 20 mil milhões que basta existirem para servirem de carta de conforto aos grandes bancos, o Estado abriu ainda outra linha de quatro mil milhões para reforçar os capitais próprios da Banca. Via Caixa Geral de Depósitos, o Estado é ainda accionista de referência em grandes grupos (BCP e BPI).

- A crise global aumentou exponencialmente o poder do Governo. Os bancos não são os únicos subordinados. Na prática, todos os grupos económicos dependem cada vez mais dos negócios e do investimento públicos.

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