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Correio da Manhã

Opinião
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Joana Amaral Dias

Carpideiras do regime

Corrupção. Gangrena empresas públicas e privadas. Recruta políticos, gestores, funcionários. Já o discurso anticorrupção tornou-se quase tão banal quanto a dita. Anda na boca de muita gente: é um mal, deve ser combatido, periga a própria democracia. Que comovente consenso. E enquanto uns não se cansam de meter mãos à obra – alicerçando esquemas de compadrio e caciquismo –, outros limitam-se a papaguear frases feitas.

Joana Amaral Dias 7 de Novembro de 2009 às 00:30

A censura social não chega. Tanto não basta que há mesmo quem, depois de ter metido as mãos na tal obra, use esse discurso para parecer de mãos limpas, apregoando os riscos inerentes à ausência de transparência. Pois bem. Já não há pachorra para essas carpideiras do regime. Ou mudam a revisão das carreiras da administração pública – que premeia quem se fidelizou – e acabam com as nomeações partidárias, ou dispensa-se falinhas mansas. Afinal, quem acha que distribuir cargos entre meninos de sacristia defende o interesse público ou é parvo, ou é ladrão. E nenhum desses serve.

Ou estão mesmo empenhados na luta contra a corrupção, avançando com o fim do sigilo bancário e a criminalização do enriquecimento ilícito, ou ide pregar para outra freguesia. Ou sim, ou sopas. Senão, o País fica com esta turba de corruptos na mesma. Juntando-lhe uma chusma de cínicos. 

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