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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Joana Amaral Dias

Cartas marcadas

Finalmente, Sócrates apresentou o "novo" governo. Novo entre aspas, porque há tanta surpresa como numa sandes de pão. Aliás, após as europeias, o PM avisou que defenderia a continuidade com a governação anterior. Cumpriu.

Joana Amaral Dias 24 de Outubro de 2009 às 00:30

Os que foram afastados – como a ex-ministra da Educação – saíram apenas porque eram demasiado impopulares. De resto, o núcleo duro persiste. Este é um governo de reciclagem: há ministros que se mantêm e outros passam de uma pasta para outra. As mesmas figuras e elementos do fiel aparelho dominarão os lugares a que Sócrates dá prioridade. Já os rostos recém--chegados são incógnitas. Não apresentam uma experiência política que antecipe a superação do mais do mesmo. Ou seja, este naipe mostra duas coisas: Sócrates dispunha de um raio curto para recrutamento fora do seu círculo imediato de confiança. Faltam-lhe trunfos e teme arriscar. Segundo: o PM não integrou o resultado das legislativas que pressupunha guinar o rumo. À esquerda.

Enfim, um executivo para raras reformas ou legislação. Nenhuma mudança. Fraco face à situação do país. Até porque essa não é a bússola de Sócrates, agora jogando a pensar nas presidenciais. Lamento informar o leitor farto de campanhas eleitorais mas, de facto, a próxima já começou.

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