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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Não só porque permitiu a utilização do seu nome por Santana Lopes, mas porque confirmou publicamente que autorizou o actual líder do PSD a usá-lo como seu modelo político.
Desde a trapalhada em que foi envolvido pelo ‘Independente’ de Paulo Portas no célebre caso da sisa das Amoreiras que Miguel Cadilhe conhece os labirintos do espaço mediático. Percebe-se, por isso, a sua cumplicidade com o ainda primeiro-ministro. Sobretudo porque, como o próprio Santana Lopes sublinhou, o PSD nunca escolheu para sucessor na liderança do partido quem fez a vida negra ao líder anterior. Cadilhe entrou nesta campanha pela mão de Duarte Lima em Mirandela e ficou como reserva de rigor e seriedade.
Mas, ao mesmo tempo que Cadilhe se afirmava discretamente no actual PSD, outra figura fazia estrondo no PS. Refiro-me a Mário Soares que foi a Coimbra dizer para Sócrates dialogar com todo o resto da esquerda. E virando-se para António Vitorino, Mário Soares disse ao ex-comissário Europeu que ninguém pode ficar de fora. “Não é altura de ninguém recusar nada” sublinhou Soares para o homem que não quer ser ministro de Sócrates. Dizem as crónicas que Vitorino corou até à ponta dos seus poucos cabelos. Em silêncio, claro!
Soares, Cadilhe e Vitorino, três personagens a somar ao cartaz imaginário do dia seguinte às eleições, onde já figuram Cavaco e Santana.
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