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F. Falcão-Machado

Catalunya

Ainda é cedo para fazer previsões sobre o futuro da "Catalunya", mas algumas lições se poderão retirar do acto eleitoral de domingo.

F. Falcão-Machado 30 de Novembro de 2012 às 01:00

Em primeiro lugar, a sua importância para o povo catalão, que se reflectiu numa percentagem de afluência às urnas nunca vista – 69,5%. Em segundo, o facto de as eleições haverem decorrido em boa ordem, confirmando o sentido de responsabilidade com que se tenta enfrentar um problema sério.

Quanto à questão de fundo – o referendo sobre a independência –, não tendo o partido que o propõe, a CiU, alcançado a maioria absoluta, resta-lhe um longo caminho. O que poderá tornar-se num factor positivo, na medida em que implique uma maior abertura à negociação.

E, no entanto, o desafio mais incómodo que representam os separatismos europeus – de que a Catalunha é exemplo – continua a ser evitado. Na verdade, o que está em jogo é o conceito de estado soberano que, começando a ser posto em causa pelo supranacionalismo comunitário, passou agora a ser sindicado pelos próprios nacionalismos regionais.

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