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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Junho de 2006 às 00:00
Cruzando a definição com as opções de Cavaco Silva desde que chegou a Belém, dá ideia de que o Presidente da República tem à cabeceira as memórias da Prémio Nobel da Paz (1979).
Melhor do que intuições, os factos: Cavaco Silva – como ainda provou aquando do seu discurso do 25 de Abril, em que falou de exclusão social quando todos esperavam ouvi-lo sobre as faltas polémicas dos deputados – decide a sua agenda apenas em função do que entende ser mais urgente para o País. E não se fica pelas palavras. Como deixou claro ao pôr em prática o ‘Roteiro para a Inclusão’, quando acha que é seu dever entrar em acção, entra mesmo.
Quanto a insistir com os outros para que façam alguma coisa, Cavaco Silva tem vincado, sobretudo, uma qualidade invulgar entre os políticos portugueses: o de valorizar os interesses do País acima das politiquices partidárias. Assim, faz avisos – como os de anteontem aos responsáveis pela nossa agricultura –, veta leis – ainda há pouco chumbou a da Paridade – e elogia o que de bom o Governo faz quando este faz bem. O apoio dado ontem à ministra da Educação foi o último (bom) exemplo.
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