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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Alexandre Ganhão

Cercos e emboscadas

O cerco é algo previsível. As forças sitiadas apenas podem testemunhar o reforço do inimigo e esperar que o tempo exerça a sua influência. Já na emboscada, prevalece o efeito surpresa e a rapidez.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 5 de Julho de 2012 às 01:00

Tudo isto vem a propósito da visita de Álvaro Santos Pereira à Covilhã. O que começou por ser um cerco, com vários manifestantes à espera do ministro, acabou numa emboscada à viatura oficial, com um dos manifestantes em cima do carro.

O Governo tem de estar preparado para lidar com os fenómenos dos protestos, que se vão multiplicar até ao fim do ano. O Executivo já ensaiou vários tipos de resposta; desde a carga policial desproporcionada, que atingiu dois jornalistas sem "coletes de identificação", até à tentativa, corajosa mas inútil, que o ministro Santos Pereira fez para chegar à fala com os manifestantes.

Ninguém quer ver imagens de reformados e desempregados espancados pelas forças policiais, mas ninguém nega os custos políticos de um ministro desamparado a correr para o carro à procura de abrigo.

Tão pouco parece aceitável fintar os protestos entrando pela porta das traseiras, como fez ontem o primeiro-ministro, em Braga.

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