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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Joana Amaral Dias

Chegámos à Madeira

Devemos devolver os rios às cidades, certo? Talvez não. Entende-se o sonho da cidade-recreio, de frentes ribeirinhas feitas parques de diversão ou postais ilustrados, com esplanadas, praias, jardins. Com tempo.

Joana Amaral Dias 18 de Julho de 2009 às 00:30

Mas com outra face, como muitas utopias. Afastar do centro actividades produtivas (como as portuárias) reduz emprego e competitividade. Condena muitos aos guetos. Vaza o coração da cidade, entregando a zona-rio à especulação. Veja-se Lisboa.

Este debate é crucial. Mas que sucedeu com o paradigmático terminal de Alcântara? O Governo deu a decisão por tomada: um acordo tão ruinoso para o Estado como suculento para a Mota Engil de Jorge Coelho.

Assim, o Tejo torna-se espelho de água deste persistente défice democrático: mordaça em debates essenciais, desdém pelos interesses públicos, orgia público/privado. Combate à corrupção naufragado e credibilidade dos políticos ao fundo. Esta, sim, é a última jardinada – ou madeirização. O resto é Carnaval.

(pensaalto@gmail.com)

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