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Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Pereira Coutinho

Chico esperto

Luís Amado já percebeu que o governo acabou? O Grande Chefe também. Isso vê-se nas pequenas coisas e nas coisas maiores. As pequenas resumem-se no encontro com Chico Buarque. ‘A pedido do cantor’, disse o gabinete de Sócrates.

João Pereira Coutinho 6 de Junho de 2010 às 00:30

Ri alto quando li a primeira versão e imaginei Chico Buarque, fascinado pela figura de Sócrates e desejoso em conhecê-lo. Depois, lá veio o desmentido: Sócrates pediu a Lula um encontro com o seu ‘ídolo de juventude’ e até desmarcou compromissos de agenda para ir a Ipanema. A típica atitude de quem se encontra em fim-de-festa, aproveitando as mordomias derradeiras do cargo. Eu, se fosse Sócrates, telefonava a Zapatero e combinava um jantar com Penélope Cruz.

Mas o clima de fim-de-festa não se fica por aqui. Nele, também entra Alegre e o apoio do PS ao bardo. Que serve a toda a gente, excepto ao bardo. Serve ao governo, que assim cala o seu crítico-mor em ano de contestação febril; e serve a Sócrates, que não quer ir sozinho ao fundo sem arrastar com ele Alegre e o PS ‘histórico’ numa derrota presidencial. Uma limpeza suicida, mas exemplar.

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