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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Alexandre Ganhão

Cimento armado

Há dias assim. Em que ideias novas esbarram na realidade e são reduzidas ao ridículo. Foi o que aconteceu esta semana. Enquanto vendíamos, a preço de saldo, uma das mais importantes empresas portuguesas, Miguel Cadilhe propunha um imposto extraordinário de 4% sobre toda a riqueza dos portugueses.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 21 de Junho de 2012 às 01:00

É verdade. Portugal ficou sem a sua principal cimenteira, vendida aos brasileiros da Camargo Corrêa e Votorantim, e o drº Cadilhe acha que é uma questão de consciência social e de ética aceitar mais um imposto para mostrar aos credores externos que somos capazes "de dar um golpe profundo na dívida do Estado"… ou estamos a ser enganados, ou somos muito estúpidos.

Então o Estado, a quem cabe defender o que é nosso, aceita vender, em 20 minutos, a sua participação na Cimpor, à primeira oferta, sem regatear, e vem o ex-ministro Cadilhe propor mais um imposto? Transferimos para mãos brasileiras 80 milhões de euros de IRC por ano e querem aplicar uma taxa extraordinária sobre o património das famílias? A lista de sugestões de responsáveis do PSD para o País sair da crise começa a parecer um infindável chorrilho de disparates que ameaça dar razão àqueles que desabafam: "Assim… só à bomba!"

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