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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Paulo Fonte

Clube Pastilhas

Tivesse força de lei o ‘princípio chiclete’ de Vítor Pereira e Isaltino Morais já cumpria pena, um procurador do Ministério Público não se enervava com recursos, a Opinião Pública dava mais crédito à Justiça.

Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 18 de Fevereiro de 2012 às 01:00

O treinador do FC Porto explanou a sua teoria – os jogadores não são meras chicletes, o mesmo é dizer que não devem ser utilizados num jogo e relegados para o banco no seguinte apenas porque outros estão disponíveis.

O presidente da Câmara de Oeiras – imagino – é avesso ao conceito. Isaltino Morais mastiga as acusações e saboreia os doces recursos, uns atrás dos outros. Para ele, ao contrário de Pereira, a táctica da pastilha é essencial – masca-se e deita-se fora. Tudo bem consumido até ao fim do prazo de validade.

Quem não se conforma é o procurador do Ministério Público de Oeiras. Revoltado com a resolução da juíza em adiar a prisão de Isaltino, aponta uma "gravíssima violação das regras do sistema judicial". E, entre avanços e recuos, a vida do autarca segue sem grandes dramas.

Já Domingos Paciência não teve tanta fortuna num clube que mastiga treinadores tal qual Jorge Jesus devora chicletes em dia de jogo. Futebol e política, uma equipa: Pastilhas Futebol Clube.

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