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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

Coabitação estratégica

Os dados dos próximos tempos políticos ficaram lançados com a posse do segundo Governo de José Sócrates. O compromisso político do primeiro-ministro define--se por um ataque, consensual na sociedade portuguesa, à crise económica e à modernização da economia e o Presidente deixou claro que regressa ao espírito de cooperação institucional. Já não estratégica – ou seja, sem o entusiasmo e a adesão de outrora à agenda do Governo – mas, de todo o modo, cooperação.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 27 de Outubro de 2009 às 00:30

O melhor, porém, seria chamar-lhe, pelo menos nesta fase, coabitação ou, até, coabitação estratégica. Ontem, nos discursos, os dois sublinharam o carácter decisivo da estabilidade e, na verdade, ela é mesmo essencial para enfrentar os tempos adversos que correm. Abriram, portanto, essa janela de oportunidade para ultrapassar a crispação recente. Esta convergência das agendas do Governo e do Presidente é, para já, real e só estilhaçará no dia em que as condições políticas de um e de outro oscilarem.

No dia em que Sócrates decidir que está na hora de enfrentar uma crise aberta por outros para poder ter uma maioria absoluta ou no dia em que Cavaco achar que tem condições para regressar à tona, depois do naufrágio das escutas.

Os dados reportam-se a este jogo político, mas o do País é mesmo o da exigência para que ambos criem as condições adequadas à superação dos problemas dos portugueses. O território da batalha é esse e não o de cálculos sobre eleições próximas ou remotas.

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