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Correio da Manhã

Opinião
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Manuel Catarino

Combate ao crime

Nove assaltos depois, a Polícia Judiciária pouco ou nada sabe sobre o gang – ou gangs – que assaltam caixas de multibanco.

Manuel Catarino 26 de Maio de 2011 às 00:30

 O método utilizado pelos assaltantes é inovador – indício de que não são portugueses. Fazem explodir a caixa com uma mistura de oxigénio e gás acetileno. O resultado é espectacular e as notas ficam intactas. É de mestre. A PJ anda à nora com esta gente. Falta-lhe, essencialmente, informação. Resta-lhe esperar que o gang cometa um erro qualquer e deixe uma ou outra pista segura.

 A investigação desse caso é complexa. A criminalidade organizada – praticada por gangs, a maior parte do Leste, que percorrem toda a Europa – é um dos desafios que a PJ está longe de vencer. A PJ vive dias difíceis dilacerada, também, por uma greve às horas extraordinárias.

O que falta em recursos e pessoal sobra em mal-estar. Será um erro – reconheço sem grande dificuldade – integrar a Judiciária numa única polícia nacional tutelada pela Administração Interna. Mas o actual modelo – em que a investigação criminal e as informações são partilhadas pela PSP e GNR – está exausto. Talvez fosse mais útil concentrá-las na PJ – e deixá-la estar no Ministério da Justiça.

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