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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

Como nos safamos?

A crise baralhou as contas do Governo, que corre o risco de entrar no ciclo eleitoral com o desemprego a crescer, os preços dos combustíveis a um nível proibitivo e o custo de bens essenciais a escaldar nos bolsos das famílias.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 21 de Maio de 2008 às 00:30

O cenário foi traçado por António Vitorino na RTP, partindo do pressuposto que a economia driblou a política. A solução estará no recurso aos fundos comunitários que aí vêm. Pode ser que o milagre se produza dessa maneira, mas convinha que não fosse em termos que reproduzissem os anteriores ciclos de desastre quando os fundos comunitários serviram para realizar investimento público não produtivo, submergido por gastos em pavilhões de exposições que não servem para nada, em formação profissional que não formou ninguém, em estruturas de saneamento que morreram ao fim de uma década.

Nem todo o investimento com dinheiros comunitários naufragou, mas a experiência portuguesa não é totalmente positiva. Basta lembrar as derrapagens de obras públicas. Gastar dinheiro público para reproduzir ciclos que perpetuam vícios assistencialistas do Estado na economia pode resolver os problemas eleitorais do PS, mas não resolve nenhum problema na economia. Sócrates pode safar-se com os fundos comunitários. E nós, simples contribuintes, como nos safamos?

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