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Correio da Manhã

Opinião
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17 de Fevereiro de 2012 às 01:00

É o que tem perdido valores percentuais nunca vistos nos últimos 30 anos. Dirão alguns que é uma consequência óbvia da diminuição do poder de compra, do rendimento disponível das famílias, mas é, sem qualquer dúvida, também consequência da política económica levada a cabo por sucessivos governos do Bloco Central, que favoreceram a concentração, a monopolização, provocando uma fragilidade imensa a inúmeras empresas comerciais, e, que, com este último soco, vão tombar em grande número.

Neste momento, assistimos a perdas no sector automóvel, na habitação, na venda de pão… até as catedrais do consumo sentem os primeiros recuos nos volumes de vendas. Já para não falar no sector bancário, que pela primeira vez acumula prejuízos assinaláveis. Esta crise não vinha nos livros de economia. Não se sabe nem como, nem quando, vamos sair dela. Duma coisa tenho a certeza. Não é este ano, nem no próximo que vamos começar a rir. Lembro-me do que escrevi há 3 anos, a seguir ao Natal, comentando os maus resultados, de que tinha o melhor Natal dos próximos anos. A experiência deu-me razão.

Mas como se resiste, como se dá a volta a isto? Antes de tudo o mais, o Estado tem de passar a pagar aos seus fornecedores nos prazos estipulados. O empresário tem de reforçar os seus capitais próprios, abrindo o capital das empresas a terceiros, amigos, família… O Estado devia legislar no sentido de facilitar este reforço de capital. Evitar, na medida do possível, o recurso ao crédito bancário, que neste momento é asfixiante para a maior parte das empresas. Finalmente, temos de acreditar que há futuro, porque se não acreditarmos em nós, mais ninguém acredita.

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