Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
4
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

F. Falcão-Machado

Consensos

Muitos terão ficado frustrados com os resultados do encontro que o G-20 acaba de realizar em Toronto.

F. Falcão-Machado 2 de Julho de 2010 às 00:30

Como se recordará, o G-20, que reuniu pela quarta vez desde a sua criação, representa hoje o principal fórum de cooperação económica internacional entre os governos dos países mais industrializados – que haviam reunido dois dias antes a nível do G-8 – e os dos países emergentes.

No G-20 pretende-se, em especial, vincular os países emergentes à criação de um quadro global de responsabilização pela actividade económica mundial. Foi nesse contexto que se discutiu uma nova regulamentação da actividade bancária, questão esta que suscitou a resposta usual, vinda tanto dos bancos privados como dos próprios bancos centrais, de que não é necessário criar novas normas, bastando aplicar aquelas que já existem. Entretanto, o tema recorrente do imposto mundial sobre as transacções financeiras esbarrou no facto incontornável de que a riqueza mundial está a mudar de mãos. Porém, a tentativa de resolução da crise financeira enfrentou, a nível do G-20, uma questão bem mais fracturante: a solução passa pela redução do deficit público (visão europeia) ou pela aposta no crescimento (visão americana)? A resposta salomónica de que é preciso de tudo um pouco revela que os consensos começam a impor-se na nova ordem económica mundial.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)