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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Miguel Alexandre Ganhão

Consultório de Merkel

Quando se realizou o último Conselho Europeu (em Março deste ano), eram três os países que tinham pedido ajuda em virtude das dificuldades da sua economia.

Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 28 de Junho de 2012 às 01:00

Hoje são cinco. A crise instalou-se bem fundo no organismo europeu e está a infectar os seus membros, um por um. Os alemães têm nojo desta pústula que se chama dívida, e advogam a amputação de todos os elementos que já foram infectados. Para os outros, é necessário implementar já uma quarentena rigorosa, de preferência fiscalizada pelas ‘economias saudáveis’ que ainda restam na Zona Euro.

Está fora de questão dar vacinas aos doentes. A história prova que os seus organismos estão tão debilitados pelo ócio e pelo endividamento que seria uma perda de tempo e de dinheiro inocular medidas que devolvessem a esperança àqueles que pairam sobre o abismo económico. O tempo vai encarregar-se do inevitável desfecho, e a agonia que hoje vivem milhões é mais uma passo para essa inevitabilidade.

"Nunca, enquanto eu for viva!", exclamou Angela Merkel em relação aos eurobonds. A Europa certamente continuará, muito para além da existência física da chanceler, e está na altura de os vários líderes europeus lhe recordarem isso mesmo.

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