Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
8
26 de Setembro de 2007 às 00:00
Portugal, em vantagem por 7-0, ao intervalo, após uma primeira parte intensa, bem jogada, pressionante (através do jogo ao pé), a confundir e a obrigar o adversário a cometer erros, entrou no segundo tempo mais desgastado, sem dar uma oportunidade à criatividade. Com os avançados já muito massacrados, era altura de alargar jogo, sempre que possível, de atacar de todo lado sempre que a bola fosse conquistada.
O treinador português não terá querido seguir essa estratégia e os Lobos pagaram com uma derrota (evitável) o facto de não terem arriscado fosse o que fosse. Quando assim é, quando não se usa o melhor que temos, corre-se o risco de perder tudo.
Os Lobos, que voltaram (todos, sem excepção) a bater-se como leões, a usar (dentro do estilo que a Roménia impôs) toda a sua coragem e determinação, acabaram por perder, não por qualquer azar, mas por não terem argumentos para se baterem num tipo de jogo (feio e muito limitado) que o adversário domina bem e utiliza até à exaustão.
Colheu os frutos desse jogo (com dois ensaios obtidos através de um maul dinâmico e de uma sucessão de rucks junto à área portuguesa). O Mundial acabou para a selecção nacional com o sabor de ser de novo um português – o asa Diogo Coutinho – o Man of the Match. E com sabor também a alguma frustração. Ontem teve o pássaro na mão...
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)