Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
1
6 de Outubro de 2012 às 01:00

Em contrapartida, nunca tivemos tantos instrumentos sociais "atenuadores" dos efeitos da crise, mas um país não pode sobreviver muito tempo com níveis de dependência por parte dos seus cidadãos, em particular quando a principal fonte de financiamento da Segurança Social são os impostos e as contribuições pagas por aqueles que ainda "têm a sorte" de ter emprego.

O contrato social que cada um de nós tem para com a comunidade implica que todos sejamos contribuintes de uma parcela da nossa capacidade produtiva para que possamos receber a correspondente parcela dos benefícios gerados pela mesma comunidade. Esta é a essência do Estado Social de Direito democrático que a Constituição exige e que o Tribunal Constitucional afirmou em decisão recente. Não perceber isto é não compreender a Constituição, a Lei Fundamental cuja observância e respeito fazem parte do juramento de todos os titulares de cargos públicos.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)