Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
6
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Contratos investigados

Abel Mateus, presidente da Autoridade da Concorrência, anunciou ontem no programa ‘Diga Lá Excelência’, da Rádio Renascença, que está a investigar os sectores da prestação de serviços e o fornecimento de bens ao Estado. O negócio da contratação pública representa mais de 30% do Orçamento do Estado, o que significa cerca de 15% da riqueza produzida no País.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 5 de Março de 2007 às 00:00
Ninguém sabe qual a percentagem deste cheque, que ultrapassa os 22 mil milhões de euros anuais, que poderia ser poupada se houvesse mais transparência. Dos pequenos casos de encomenda a amigos de estudos, consultadorias, obras de remodelação de gabinetes, aos crimes de maior envergadura como os ‘sacos azuis’ ou as derrapagens geométricas das empreitadas públicas pagas impunemente sem aferição das responsabilidades, há um factor comum que torna a corrupção com dinheiros públicos um imposto escondido e um crime corrosivo, que penaliza duplamente os cidadãos que pagam mais e recebem, em contrapartida, um pior serviço.
Há sinais que levam a acreditar que as coisas estão a mudar. Os crimes de colarinho branco já são alvo de reprovação social, as magistraturas e as polícias estão mais atentas e até a criação dos ‘controladores’ financeiros nos ministérios pode contribuir para atenuar essa pressão ilegítima.
Mas a luta pela transparência ainda não tem vitória garantida e o arquivamento no Parlamento das propostas do ex-deputado João Cravinho não é um bom presságio.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)