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Correio da Manhã

Opinião
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Luciano Amaral

Cortar na despesa

A expressão "cortar na despesa" deixa muitos a salivar. Impostos é mau, logo, temos de "cortar na despesa" do Estado. É a famosa "refundação" (do Estado, do país), a tal dos 4 mil milhões de euros.

Luciano Amaral 30 de Novembro de 2012 às 01:00

Vejamos: não há aqui reforma nenhuma, apenas emergência. Pessoas que nunca dedicaram um átomo da sua vida à reforma do Estado propõem-se agora fazê-lo em três meses. Como levar isto a sério? A nossa democracia é um cemitério de boas ideias.

Vejam-se as privatizações: foram a continuação dos velhos monopólios públicos, agora por privados. Boa parte da crise também se explica por isto: no preço da electricidade ou dos combustíveis, verdadeiros impostos disfarçados. O importante não é só os donos serem privados. É terem de concorrer.

"Cortar na despesa" por cortar também não é nada. Ninguém hoje dispensa bons sistemas de Saúde ou Educação. A ideia deveria ser criar mercados de Saúde e Educação concorrenciais e não simplesmente, pelo corte e costura apressados, dá-los a novos rentistas.

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