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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Junho de 2006 às 00:00
Sagnol e Barthez também lá estavam. Mas ao menos eu exagero sobre uma questão menor, a cor de um futebolista, enquanto os jornais franceses exageraram sobre uma maior: a categoria de um jogador.
Ribery não é o motor revolucionário que vai deixar Zidane ir para a reforma. É jogador oportuno (ontem, deu um golo que Henry não quis marcar) mas por enquanto ele é grande como o nosso Petit. O que já é uma altura razoável.
A França continua casada com Zidane, casamento católico que só pode ser desfeito pela vontade de Deus (por Deus entenda-se, aqui, o próprio Zidane). Assim, o jogo da França segue o seu maravilhoso falso lento, nos primeiros 20 minutos, que se transformam pelo resto do jogo em verdadeiro muito lento. Mas enquanto Zidane tiver Patrick Vieira perto, parece vivo; ao lado do Vieira de hoje qualquer lápide de cemitério leva multa por excesso de velocidade.
Com isto não quero dizer que o França-Suíça não foi interessante. Foi. É sempre giro, na tal Alemanha da alta tecnologia, ver que ninguém se lembrou de construir os estádios em Norte-Sul. Poupava Barthez de jogar meia parte com a mão a fazer de pala. Sr. Kaiser Beckenbauer, uma dica: o Sol põe-se a Oeste. De nada.
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