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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Eduardo Dâmaso

Crime e segurança

Numa altura em que a noite do Porto anda a ferro e fogo e em Lisboa é executado um empresário do ‘alterne’ de forma sofisticada e própria das tropas especiais, vive-se uma arrastada situação de impasse dentro da PJ, com uma lei orgânica que não ata nem desata.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 8 de Dezembro de 2007 às 00:00
Por outro lado, não é visível que existam padrões de eficácia tranquilizadores na resposta das autoridades a esta vaga de criminalidade. Não há presos, não há arguidos, não tem havido maneira de travar uma espiral de violência que invade cada vez mais o espaço público.
O mais preocupante, porém, está neste ir-e-vir que há anos marca a vida interna da PJ. Tem sido uma polícia de escassa estabilidade organizativa, com fraco investimento da parte do poder político e com uma tendência inelutável para a burocratização. A PJ não tem hoje a informação sobre os negócios, protagonistas e crimes da noite como há dez anos. A própria forma como na futura lei orgânica está prevista a diferença entre o que são os departamentos regionais e locais comporta o perigo de implicar uma desvalorização quer a nível de cobertura territorial, prestígio social ou de meios financeiros que não parece boa conselheira.
Os exemplos das guerras da noite em Lisboa e no Porto deixam claro que o desafio das nossas polícias não está só em apanhar o futuro. Elas têm de aguentar-se no presente – e nem sempre isso tem sido evidente.
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