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Correio da Manhã

Opinião
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3 de Maio de 2006 às 00:00
No dia em que 600 agentes da PSP e da PJ prosseguiram o “conjunto sistemático e regular de machadadas” no tráfico de armas e deixaram o Bairro da Torre mais seguro, o grupo de suspeitos detidos após o tiroteio com a GNR em S. João da Madeira aumentou e os assassinos do agente Ireneu Diniz foram condenados. Boas notícias.
Mas, como sempre no crime, a cada notícia boa corresponde uma má. Neste caso, com a agravante de se tratar de um tipo de criminalidade recente e que muitas dores de cabeça dará no futuro se não for travada a tempo. É verdade que acusar José Sócrates de facilitar a corrupção ao criar as empresas na hora é exagerado e injusto, dadas as vantagens que a medida trouxe. Mas é também indesmentível que Portugal ainda não valoriza como devia os crimes de terceira geração. As garantias dadas, na hora, pelo secretário de Estado da Justiça, Tiago Silveira, e o quase imediato aproveitamento que os criminosos fizeram provam-no. O investimento nos serviços de inteligência ontem proposto por Heitor Romana é um bom princípio. Mas não chega.
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