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Correio da Manhã

Opinião
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Manuel Catarino

Crimes imperfeitos

Uma velha máxima da investigação criminal diz que não há ‘crimes perfeitos’ – mas crimes mal investigados. Um caso sem solução não qualifica a elevada competência do criminoso. É a incompetência, umas vezes, ou a natural incapacidade de quem investiga, que transforma um crime num ‘crime perfeito’.

Manuel Catarino 7 de Junho de 2012 às 01:00

Um duplo homicídio foi cometido, em 2006, na zona de Almeirim: dois ucranianos foram brutalmente mortos à paulada. Seis anos depois, a Polícia Judiciária de Leiria ainda não tinha resolvido o caso. Até que uma denúncia anónima coloca os inspectores na pista de dois suspeitos. O ‘crime perfeito’, que durante tanto tempo confundiu os investigadores, estava finalmente a um passo da solução. Os suspeitos, detidos pela PJ, não resistem a confessar o crime. O Ministério Público acusa-os do duplo homicídio – e os dois homens, levados a julgamento, remetem-se a um sepulcral silêncio durante o julgamento: não confessam, nem negam. A prova recolhida pela PJ, circunstancial e frouxa, não chegou para os condenar. E, para grande pena da juíza que presidiu ao colectivo, ambos foram absolvidos.

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