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Correio da Manhã

Opinião
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11 de Outubro de 2005 às 00:00
Claro – o chamariz gira à volta do seu doutoramento em pornografia e na pós-graduação em filmes ‘hardcore’ que o brasileiro tem protagonizado, em terras de Vera Cruz e nesta também.
Julgo que a profissão, os gostos e, até, os tiques pessoais de cada um, não deveriam servir de matéria gorda para besuntar navalhas prontas a apunhalar as costas e os peitorais de ninguém.
Há muito boa gente que nunca fará tatuagens nos braços, nas pernas e sabe lá Deus onde mais, em que o sexo é, pontualmente, santificado em casa e no divã.
São santos que, por terem os espelhos protegidos contra estilhaços, nunca partem portas e unhas. Mas é calculada a gula de pontapear um saco de plástico vazio. A baba de tatuar no tornozelo a data do primeiro beijo. Ou o da última noite. Já para não falar do resto.
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