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Correio da Manhã

Opinião
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28 de Junho de 2006 às 00:00
Não fossem os ‘timings’, os ditames dos patrocinadores, as pressões políticas, o essencial do contrato e o comportamento da comunicação social (a de lá e a de cá) e este jogo teria mais um condimento atípico, compatível com a atipicidade que tem caracterizado, em múltiplos planos, a campanha de Portugal no Campeonato do Mundo.
2. Eriksson é um treinador de capacidades inquestionáveis. Foi maltratado pelos tablóides ingleses, que devassaram a sua vida privada, quiçá porque se pôs a jeito. Apesar disso, manteve a sua postura de ‘gentleman’, exactamente a mesma que revelou enquanto treinador do Benfica e que o dinheiro não adulterou. Dir-se-à que são estilos. Há quem aprecie mais um certo ‘bronquismo’ que está instalado no futebol em Portugal, importado ou não.
3. Parreira revela-se anti-Scolari. Oh diabo! O seleccionador brasileiro diz que ‘o tipo de jogo de Portugal não deve ser praticado e não pode servir de referência para nós’. Parreira diz ainda que ‘o Brasil sempre venceu Mundiais com jogo técnico e não com violência. Pois. Mas se houver Portugal-Brasil... ‘já entramos em vantagem’.
4. Cristiano Ronaldo, barbaramente atingido por Boulahrouz, não concorreu com a sua ‘excitação’ pré-Mundial para a sua exclusão? A surpresa é como o ‘puto-maravilha’, sugado até ao tutano, ainda vai resistindo tanto neste mundo-do-negócio. Literalmente.
5. Não me espanta que Vítor Pereira tenha branqueado a arbitragem do russo Ivanov. Árbitros e ex-arbitros habilidosos, com pretensões na estrutura, são os mais perigosos. Vestem pele de cordeiro, mas atacam perigosamente sem deixar marca.
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