Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
1
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Garcia

Crucificar os polícias

Muito se falou esta semana sobre uma funcionária da PJ, constituída arguida e transferida de Departamento por suspeita de ter "ajudado" Armando Vara.

Carlos Garcia 13 de Junho de 2010 às 00:30

Importa desde logo referir que a situação, agora investigada, foi detectada pela própria PJ, que deu início à competente investigação criminal. A PJ investiga o crime onde quer que ele ocorra e contra quem quer que seja, mesmo que seja um dos seus.

Obviamente não é uma situação agradável e só a simples suspeita não nos deixa indiferentes, mas não podemos esquecer que constituir alguém arguido não o torna culpado do que quer que seja, mesmo que se trate de um polícia. Parece que sempre que o suspeito é um polícia, já não é necessário investigação. É, desde logo, culpado.

Ora não é assim e os polícias têm os mesmos direitos legais do que qualquer outro cidadão, pelo que são inocentes até prova em contrário. A constituição como arguido é mesmo um direito para o suspeito, já que, ao adquirir este estatuto, ganha mais garantias processuais e ser arguido não é sequer o mesmo do que ser acusado da prática de um crime.

Deixem a investigação fazer o seu trabalho. Logo se verá quem deve ou não ser condenado.

Não vamos crucificar ninguém só pelo simples facto de ser polícia.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)