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Correio da Manhã

Opinião
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24 de Maio de 2005 às 00:00
Parece-me um caso típico de mau-olhado. José Peseiro é um técnico conceituado e, apesar de jovem, já foi treinador-adjunto de um dos maiores clubes do Mundo, o Real Madrid, montou e pôs a jogar – o reconhecimento é praticamente unânime – a equipa que melhor futebol pratica e mais golos marcou na SuperLiga portuguesa, levou-a à final da Taça UEFA e, de uma assentada, esteve quase a ganhá-la e a ser campeão nacional! E, de repente, o Mundo ficou de cabeça para baixo. Como se tudo o que lhe acontecera nos últimos dias não bastasse, nesta última jornada, com uma entrada directa na Liga dos Campeões ainda em aberto, o Sporting, em casa, a jogar com um Nacional desfalcado, aos 25 minutos já estava a perder por 0-3. As coisas começaram logo mal quando o Polga achou que não estava “motivado” (SIC) para jogar, e não jogou. Depois o Liedson falhou um penálti, o Barbosa foi expulso, o Niculae atirou uma bola ao poste e o habitualmente humilde Douala fez gestos malcriados quando foi substituído.
O árbitro António Costa – o que é que o homem terá contra os clubes de Lisboa? –, mesmo sem ter sido escolhido pelo sr. Pinto da Costa, deixou o Nacional marcar três golos em fora-de-jogo. Querem mais? Eu acho que desde o incidente com o Rochemback, quando este, como diz o Rui Santos, “o mandou levar no olho rectal”, que alguém encomendou um mau-olhado ao José Peseiro.
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