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Correio da Manhã

Opinião
8
9 de Novembro de 2004 às 01:59
É certo que o primeiro golo do FC Porto tardou e resulta de mais um momento infeliz do guarda-redes Ricardo – logo numa noite em que na baliza contrária estava esse nunca exorcizado fantasma chamado Baía –, mas a derrota do Sporting no Estádio do Dragão estava decidida há muito.
A impossibilidade de vencer é determinada por José Peseiro quando decide mexer no que está bem. No que mostra resultar. Jogo a jogo. Ontem, toda a estrutura defensiva é modificada em benefício dos interesses de um só jogador. Do seu peso no balneário, será? Nada justifica tirar Rogério da direita da defesa, onde estava a firmar clarividência de passe e excelente jogo posicional, e empurrar Enakarhire para esse flanco, onde se debate como peixe fora de água. Tudo para Beto voltar à titularidade. Beto é um jogador estimável, de óptimos recursos, mas também com ausência de complementaridade face a Polga. Uma dupla de centrais não pode ter dois patrões.
Um erro fatal, quando o nigeriano em exílio na direita tão boa conta tinha dado de si como operário às ordens de Polga. Depois, sem flanco direito que construa jogo a partir de trás, o Sporting enfrentou o jogo coxo. Presa fácil, mesmo para um FC Porto em crise de identidade e desunido na pressão alta.
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