Barra Cofina

Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Armando Esteves Pereira

Custo de vida agravado

As estatísticas oficiais da inflação provam mais uma vez que o Governo errou nas previsões. Não é a primeira vez que isto acontece e é um truque habitual dos governos subvalorizarem as previsões da inflação para baixarem as expectativas salariais. Com esta manobra poupam muitos milhões de euros em despesas com salários e, simultaneamente, tentam travar a inflação.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 15 de Dezembro de 2007 às 00:00
A derrapagem, este ano, na inflação média já é de 0,3 pontos percentuais, o que significa uma perda no poder de compra de três euros em cada mil de salário; mas a inflação homóloga, que mede a evolução de preços face a Novembro do ano passado, já está nos 2,8 por cento.
É por isso irrealista a meta de 2,1 por cento de inflação para o próximo ano. E os aumentos da Função Pública estão de acordo com esta bitola, sendo que as actualizações para a Função Pública são seguidas como uma ‘recomendação’ por parte substancial das empresas privadas.
Como não é previsível que o Governo actualize em alta os aumentos para 2008, isso significa que os funcionários públicos e parte significativa dos trabalhadores do sector privado e pensionistas vão perder poder de compra.
É mais um ano de sacrifícios, a que se junta a pressão dos juros, que era suposto aliviar, mas a crise financeira internacional está a aumentar a Euribor, o que significa que a partir de Janeiro, além dos transportes, luz, pão, leite e carne, a prestação mensal do crédito aumentará mais que a inflação oficial.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)