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Correio da Manhã

Opinião
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Armando Esteves Pereira

Custos do flagelo

Vítor Gaspar disse que a evolução do desemprego está a lançar uma "incerteza considerável" sobre a execução da Segurança Social.

Armando Esteves Pereira(armandoestevespereira@cmjornal.pt) 13 de Maio de 2012 às 01:00

Na sexta-feira, as previsões da Comissão Europeia voltaram a rever em alta os números do desemprego. A austeridade coloca o País como campeão da destruição de emprego. Há um efeito devastador nos sectores que tradicionalmente são os maiores geradores de emprego (construção, comércio e restaurantes). O flagelo significa um rude golpe para a Segurança Social, obrigada a pagar mais subsídios com menos receita. Em causa estão não só as contas a curto prazo. É o dinheiro para as reformas do futuro que está em risco.

A evolução das contas da Segurança Social é uma ameaça aos direitos dos trabalhadores com longas carreiras contributivas e mesmo para as pessoas que chegaram agora à aposentação e que esperam viver mais duas décadas. Os contribuintes são credores do sistema e esse contrato não pode ser rasgado. 

Passos queria tirar o estigma ao desemprego ao dizer que estamos perante uma oportunidade. Na realidade, há milhares de pessoas que nunca mais arranjarão trabalho.

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