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Correio da Manhã

Opinião
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19 de Outubro de 2004 às 00:00
O jogo de futebol propriamente dito, o tal primeiro clássico da SuperLiga, foi uma espécie de interregno. Antes e depois foi, durante uma semana, uma guerrilha cavernícula e grosseira entre os dirigentes dos dois clubes, a seguir, uma peixeirada indigna de pessoas civilizadas, no túnel, na sala de imprensa perante os jornalistas, as câmaras de televisão e o País.
Não me interessa saber quem começou. Foi uma espiral de agressões verbais e imbecilidades, a que não escaparam o ministro que tutela a Polícia, que falou sem saber do que estava a falar, e o secretário de Estado que tutela o futebol, que foi à televisão fazer o corajoso discurso de que “as coisas estão tão mal que eu nem lá vou!”
Houve quem tinha bilhetes e ficou em casa. Sobre as miseráveis cenas da sala de imprensa, não comento: todos vimos. Quanto ao jogo, havia o árbitro. Que, mais uma vez, estragou o espectáculo. Quando “eles” se enganam sempre para o mesmo lado, há trampa. Qualquer dia acredito que o Dias da Cunha com aquela obsessão do “sistema” está para o futebol indígena como o Galileu esteve para astrofísica.
Eppur si muove!
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