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Correio da Manhã

Opinião
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14 de Setembro de 2007 às 00:00
A equipa nacional fá-lo-á, por certo, com dignidade. Tal como o fará depois durante o jogo. Até porque será a primeira vez na história deste desporto tão cheio de tradições que terá oportunidade de enfrentar tais ‘guerreiros’. O Haka, enquanto forma de saudação e desafio ao adversário (a quem serve também de estímulo), surgiu em 1884 aquando de uma deslocação neozelandesa à Austrália, apurou-se durante a grande e histórica digressão mundial de 1898 e, principalmente, na realizada à Europa em 1905, a primeira em que a equipa tomou o nome de All Blacks e instituiu a dança antes da abertura de hostilidades nos test-match. A dança maori (existem várias formas de a executar) evoluiu ao longo dos anos e transformou-se nos dias (globais) de hoje em imagem de marca do râguebi neozelandês. Isto para lá do poder e virtuosismo que os seus jogadores mostram em campo, nos 80 minutos seguintes.
Também os outros países do Pacífico fazem anteceder cada jogo de selecção por danças semelhantes: as Ilhas Fiji executam (desde 1939) o Cibi; a Samoa, o Siva Tau; e o Tonga, o Sipi Tau. Sublinhe-se que, só uma única vez, em 1996, os portugueses viram o Haka ao vivo, interpretado pela equipa da Nova Zelândia, que se sagrou vencedora do torneio internacional Lisboa Sevens.
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