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Correio da Manhã

Opinião
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19 de Março de 2011 às 00:30

Das indústrias dependentes de componentes japoneses ao ‘luxo’ e aos ‘seguros’, sectores inteiros são directamente atingidos. E os efeitos indirectos ameaçam a própria economia americana. O tsunami japonês vai fazer explodir muito mais que os reactores nucleares de Fukushima...

PREÇO A SUBIR

Alemães manifestam contra o nuclear, Merkel não quer perder eleições e anuncia o fim do nuclear na Alemanha. Claro, de passagem, reconhece que o preço da electricidade vai aumentar "enormemente"... O "efeito Japão" tira mais uma fatia do rendimento às famílias e aumenta os custos de produção das empresas.

SEGURAR NUCLEAR

"Chegámos a um nuclear com condições de segurança extremamente fortes", garante Anne Lauvergnon, presidente da Areva e crítica das opções japonesas. "Com o EPR (os reactores actuais da sua empresa) não teria havido fugas em Fukushima". Uma grande jogada de comunicação só ao alcance de quem tem nervos de aço. 

INFLAÇÃO À VISTA

A decisão, tomada em recente reunião dos grandes bancos centrais, de dar prioridade à estabilização dos preços para conter a inflação não parece convencer os mercados financeiros que se mostram mais sensíveis às fortes altas de preços da energia, matérias-primas e bens alimentares e temem um ‘disparo’ dos preços no consumo. A geopolítica entrou em cena e começa a baralhar as contas...

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