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Correio da Manhã

Opinião
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8 de Junho de 2005 às 00:00
Dirá o ministro da Administração Interna, António Costa, que não temos apenas um pequeno balde para combater os incêndios – temos dois baldes grandes, pendurados nos únicos dois helicópteros em acção. Já era previsível que a seca e as temperaturas altas, os grandes inimigos da floresta, ateassem o inferno dos incêndios florestais. Prevendo isso, o Governo antecipou a época oficial dos fogos – de 1 de Julho para 15 de Maio. Mas que vale isto se havia o risco de as chamas trocarem as voltas à burocracia e surgirem mais cedo?
Se o ministro queria mesmo precaver o País contra este flagelo teria feito mais uma coisa: não se limitava a alterar a lei alegremente à espera que a sorte não trouxesse más notícias – tratava de fazer tudo para contratar os helicóperos e os aviões de modo a que estivessem prontos para entrarem em acção a partir de 15 de Maio.
Sabe-se agora que os meios aéreos, a melhor ferramenta contra o fogos, só vão chegar lá para o dia 16 deste mês – se chegarem. Até lá, vamos andar de balde – de balde na mão, sob as ordens do general Ferreira do Amaral, a autoridade nacional dos fogos.
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