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Correio da Manhã

Opinião
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8 de Fevereiro de 2011 às 00:30

A Galp é, de todas as empresas cotadas na Bolsa portuguesa, a que vale mais dinheiro. O seu maior accionista é hoje italiano (a Eni) – mas não manda e colocou a sua posição à venda. Esteve para vendê-la a brasileiros (a Petrobras), mas as negociações falharam. Fala-se no interesse de "gigantes" petrolíferas chinesas. E entretanto, os angolanos (a Sonangol e Isabel dos Santos) querem comprar parte da empresa, assumindo maior protagonismo do que o actual (de aliança com Américo Amorim). E tudo isto decorre nas próximas semanas, durante as quais será escolhida uma nova administração da empresa, que necessariamente espelhará os novos equilíbrios de poder.

O Estado Português (representado na Caixa Geral de Depósitos) e Américo Amorim têm, nos últimos anos, controlado os destinos da empresa, que tem dado grandes lucros e perspectivas de valorização aos seus accionistas. Como será daqui para frente? A Galp pode continuar a ter sede em Portugal, mas o seu equilíbrio de poder está a ser testado. Outra vez.

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