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Correio da Manhã

Opinião
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Eduardo Dâmaso

Decisão histórica

O Tribunal de Instrução Criminal do Porto protagonizou ontem um momento histórico na Justiça ao enviar a julgamento os arguidos num dos processos ‘Apito Dourado’ e, em particular, o presidente de um grande clube, como o FC Porto.

Eduardo Dâmaso(eduardodamaso@sabado.cofina.pt) 26 de Março de 2008 às 00:30
Pela primeira vez chega à barra dos tribunais um caso de corrupção desportiva ao mais alto nível. Esta decisão representa uma vitória de todos os que, ao longo deste caso, foram alvo de ataques cerrados à sua vida profissional, honorabilidade e carácter. Foram atacados por influências de todo o género e, até, ameaças. E esta é uma vitória com nomes: o juiz Artur Oliveira, ex-director da PJ miseravelmente forçado a demitir-se; os antigos coordenadores da investigação, Massano de Carvalho, já retirado da PJ, e Teófilo Santiago, demitido e enviado para oficial de ligação emCabo Verde; Maria José Morgado e Pinto Monteiro, bem como toda a equipa de investigadores da PJ do Porto e jovens magistrados como Carlos Teixeira e todos os outros que nele decidiram. Esta longa lista de pessoas que alguns gostariam de ver na condição de vítimas ou ‘danos colaterais’ de um rolo compressor que destruísse o caso é também um sinal do penoso caminho que ainda nos falta percorrer. Em Itália, a justiça desportiva dirigida por um prestigiadíssimo magistrado, Francesco Borreli, procurador de Milão na OperaçãoMãos Limpas, mandou a Juventus para a II Divisão e tirou mais de uma dezena de pontos ao Milan.Por cá, as influências ainda dão para muito. Desde logo para domesticar a inenarrável ‘justiça desportiva’, onde nada acontece.
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