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Correio da Manhã

Opinião
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José Rodrigues

Deixem-nos os símbolos

No mês do ano com mais feriados, vem a propósito falar dos ditos e da polémica que se estabeleceu em torno da proposta do Governo para os reduzir e que volta a ser debatida nas vésperas do Natal. Tudo indica que, depois do corte de metade do subsídio de Natal, teremos garantido mais um triste presente no sapatinho: o fim de dois feriados civis e de dois religiosos: 5 de Outubro, 1 de Dezembro, 15 de Agosto e o feriado móvel do Corpo de Deus.

José Rodrigues 5 de Dezembro de 2011 às 01:00

O argumento para a redução dos feriados é que se trata de uma medida de combate à crise para melhorar a produtividade e poupar alguns milhões de euros, mas, na verdade, a medida é irrelevante, face à dimensão da crise. Além de que o problema não são os feriados, mas as pontes, e estas parecem não preocupar o Governo, que se prepara para dar duas, no Natal e no Ano Novo…

Corte-se isto e aquilo em nome da economia, mas não se mexa nos símbolos que são parte da nossa identidade nacional.

Abolir feriados religiosos poderia ser mais aceitável, pois o Estado é laico, mas apagar os feriados da restauração da independência e implantação da República é apagar História e a memória.

O que é grave, se pensarmos que nós, como escreveu Jorge Luis Borges, somos as nossas memórias.

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