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Correio da Manhã

Opinião
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18 de Julho de 2009 às 00:30

A inexistência de um sistema de investigação criminal e o desrespeito da competência reservada da Polícia Judiciária, em matéria de investigação criminal, aliada à dispersão e massificação da figura do investigador criminal, têm criado sérios problemas no combate à criminalidade violenta e organizada. Ao longo dos últimos anos temos assistido ao abandalhamento da figura do investigador criminal, sendo alguns criados por mero decreto: um novo órgão de polícia criminal dá lugar à ascensão de veterinários, seguranças ou funcionários administrativos, sem qualquer critério de selecção ou formação, à posição de investigador criminal.

Confunde-se fiscal ou polícia com um investigador. Mas esta desvalorização do investigador criminal serve interesses corporativos. Aqueles que não querem ser coordenados e vão dizendo que existe descoordenação das polícias querem o reforço do sistema de segurança interna, cada vez mais governamentalizado e militarizado, e colocam o País ao nível das melhores repúblicas das bananas. Deixem-se de falácias, de duplicação de meios e serviços e respeitem o primado da lei, ou seja, as competências reservadas da Polícia Judiciária, e teremos uma investigação criminal de qualidade, servida por investigadores seleccionados e formados para fazer face à criminalidade.

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