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Correio da Manhã

Opinião
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6 de Abril de 2010 às 00:30

Mas no fim, ficou tudo como estava – excepto a distância do Benfica para a conquista virtual do título, quando já só estão em disputa 15 pontos e a vantagem sobre os minhotos equivale a 5.

De trás para a frente e com um jogador que já não parecia contar para o treinador Jorge Jesus, o Benfica alcançou um triunfo robusto e com uma enorme carga psicológica – uma demonstração de força. Que também deve provocar um efeito tremendo nos adversários directos. A equipa de Domingos esteve em foco pelos acontecimentos do clássico minhoto, dirigido por mais um árbitro do Porto em nítidas dificuldades para conciliar um desempenho natural com as pressões regionais. Completamente fora de tom e de propósito, o próprio treinador do FC Porto assumiu o desaforo de classificar de falta de isenção os julgamentos de Soares Dias sobre as movimentações do jogador Rentería, cirurgicamente emprestado ao Sporting de Braga para ajudar nas batalhas contra o líder.

O inesperado discurso de Jesualdo acabou por reduzir a proeza de Falcão de chegar ao topo da tabela dos marcadores, igualando Cardozo. Com ou sem ajudas, o Braga manteve o avanço e está cada vez mais perto de deixar o FC Porto fora da Liga dos Campeões, ao mesmo tempo que ajudava o Sporting a consolidar o 4º posto.

Na semana em que se confirmou o curto prazo de validade do treinador Carvalhal, a carreira irregular dos leões conheceu mais episódios mediáticos, com o reaparecimento de Yannick Djaló e o desaparecimento de Izmailov, em vésperas de deslocação à Luz. Com a ‘lateralização’ dos objectivos de quase todas as equipas, percebe-se que a época está concluída, ou em vias disso, e que a classificação sofrerá muito poucas alterações até final – inclusive no fundo da tabela, de onde Leixões e Belenenses já não devem sair.

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