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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

João Pereira Coutinho

Dentro ou fora

É a pergunta do momento: como ser oposição ao governo quando se subscreveu a base ‘troikista’ do programa de governo? Seguro tem uma resposta: só aceita o que ficou dentro do acordo; não aceita o que está fora. Esta estratégia, se merece o nome, tem um problema. Ou, melhor, dois.Aceitar o que ficou dentro do acordo significa que o PS está disponível para comer (e calar) as medidas ‘neoliberais’ (trabalho, administração pública, até privatizações) que já estão em marcha – ou chegarão com o Orçamento para 2012.

João Pereira Coutinho 10 de Setembro de 2011 às 00:30

Não aceitar o que está fora do acordo significaria, até ao momento, não aceitar o velho truque lusitano (e bem socialista) de espremer o contribuinte incauto – a única terapia conhecida com que o governo, manifestamente, está a ir ‘além da troika’.Por irónico que pareça, o verdadeiro PS está fora do acordo, não dentro. Que Seguro defenda o contrário, eis o retrato da esquizofrenia ideológica que grassa pelo PS pós-socrático.

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