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Correio da Manhã

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Mário Nogueira

Desemprego

O ministro pode repetir mas não convence: o efeito das suas medidas, no violento aumento do desemprego dos professores, não é marginal.

Mário Nogueira 26 de Setembro de 2012 às 01:00

Em agosto e setembro, os já elevados números dispararam porque o governo decidiu livrar-se de milhares de docentes e o MEC concretizou o maior despedimento coletivo realizado em Portugal.

O efeito das medidas foi de tal ordem que não se limitou a provocar desemprego, fez surgir milhares de horários-zero entre os professores dos quadros. Estes resultam da deliberada intenção de encher uma bolsa de docentes que, pretende o governo, a prazo, despejará nos tortuosos caminhos da mobilidade especial. Acresce referir que estes problemas surgem depois de a brutalidade das medidas impostas ter absorvido a aposentação de 25 000 docentes em seis anos. Consequência imediata desta menoridade de pensamento político, que indicia uma perspetiva nula de futuro para o país, é o empobrecimento da escola nas diversas dimensões: ao contrário do que é dito, não há professores a mais; começa a haver, com a política desenvolvida, é escola a menos.

Coluna segundo as regras do Acordo Ortográfico

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